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Alerta sobre Gunra reforça urgência de corrigir falhas em firewalls expostos

Agências dos EUA e da Coreia do Sul alertam para ataques do ransomware Gunra contra setores críticos. Grupo explora falhas em produtos Fortinet e ampliou sua operação com afiliados.

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Radar Thinkout TI | Agências dos EUA e Coreia do Sul alertam sobre o Gunra, que explora falhas em produtos Fortinet e atua contra setores críticos.

Alerta conjunto mira ataques a setores críticos

Agências federais dos Estados Unidos e a National Policy Agency da Coreia do Sul alertaram organizações governamentais e de infraestrutura crítica em todo o mundo sobre ataques do ransomware Gunra. Os setores apontados nos incidentes analisados incluem saúde, serviços financeiros e governo.

O Gunra foi observado pela primeira vez pelo FBI em abril de 2025. Segundo o alerta, a operação utiliza código-fonte do ransomware Conti que vazou em 2022 e começou com foco em ambientes Windows, passando depois a campanhas multiplataforma com uma variante para Linux.

Falhas em firewalls são vetor de acesso

O grupo foi observado explorando as vulnerabilidades CVE-2024-55591 e CVE-2025-24472, que afetam produtos de firewall da Fortinet. De acordo com o comunicado, a exploração permitiu obter acesso privilegiado às organizações, seguido de roubo e criptografia de dados para extorsão.

O alerta também cita exploração de exposição de credenciais e de falhas de controle de acesso SSH em gateways de VPN expostos à internet. Em vários casos analisados, as vítimas receberam exigências superiores a US$ 10 milhões, com prazo de cinco a sete dias para pagamento. O FBI também observou tentativas de contato por e-mail diretamente com integrantes da gestão das empresas vítimas para solicitar o resgate.

Operação passou a recrutar afiliados

Em janeiro de 2026, o Gunra lançou um programa formal de ransomware como serviço (RaaS). A estrutura disponibiliza aos afiliados painel de gerenciamento, criador configurável de ransomware, cargas para diferentes plataformas e documentação.

O FBI identificou o uso de novos nomes pela operação, entre eles Golden Community. O grupo também passou a recrutar testadores de invasão e hackers éticos para atuar como corretores de acesso inicial, oferecendo participação nos pagamentos de resgate em troca de acesso a redes empresariais.

Medidas recomendadas para defesa

A recomendação das agências é aplicar, o mais rapidamente possível, correções para vulnerabilidades conhecidamente exploradas em sistemas expostos à internet. A orientação inclui os ativos de firewall, gateways de VPN e demais pontos de acesso remoto.

Também é recomendado segmentar as redes para limitar o movimento lateral em caso de invasão e manter backups off-line dos dados. Para gestores, essas medidas devem ser tratadas como prioridades de redução de exposição, especialmente em ambientes que concentram serviços críticos.

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Fontes consultadas