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Campanha atribuída ao APT28 mira organizações de defesa na Europa

A Symantec atribuiu ao APT28 uma campanha contra alvos de defesa e uma agência de aplicação da lei em dois países da OTAN. Um dos acessos ocorreu após a abertura de um documento Word malicioso enviado por e-mail.

Responsável editorial: Marco Aurélio PaulaRevisão automatizada

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Ilustração de um livro aberto diante de edifícios futuristas, com um mapa luminoso da Europa e conexões digitais ao fundo. O texto diz: “Campanha atribuída ao APT28 mira organizações de defesa na Europa”.

Alvos e atribuição da campanha

Pesquisadores da Symantec atribuíram ao APT28, grupo ligado ao GRU, uma campanha contra um construtor naval, um fabricante de motores de aeronaves militares e uma agência de aplicação da lei em dois países da OTAN.

As organizações e os países não foram identificados. A fonte informou apenas que as vítimas estavam localizadas na Europa. O APT28 também é conhecido como Fancy Bear, BlueDelta e Forest Blizzard.

Acesso por documento e atuação na rede

Segundo a Symantec, os invasores usaram o backdoor Hookedge para acessar sistemas, roubar credenciais e levantar informações sobre as redes das vítimas. O malware havia sido documentado em agosto pelo Insikt Group, da Recorded Future.

Em um ataque contra o construtor naval, o acesso ocorreu depois que um funcionário abriu, em julho, um documento malicioso do Microsoft Word recebido como anexo de e-mail. Os invasores exploraram a rede interna e tentaram obter credenciais de login.

Na semana seguinte, os atacantes retornaram repetidamente a um computador comprometido e implantaram uma ferramenta ainda não documentada, criada para descriptografar e executar código malicioso diretamente na memória do equipamento. A finalidade final dessa ferramenta não foi determinada.

Cronologia e pontos de atenção para gestores

A primeira infecção confirmada ocorreu em 24 de julho, e atividades maliciosas relacionadas foram detectadas até 24 de setembro. A cronologia indica uma operação de pelo menos dois meses, embora os pesquisadores não tenham conseguido confirmar se o acesso foi ininterrupto durante todo o período.

Os pesquisadores também não conseguiram determinar se informações sensíveis foram efetivamente roubadas. Um analista da Symantec avaliou que a natureza dos alvos aponta para interesse em informações relacionadas à defesa e que a permanência na rede por algumas semanas pode ter criado oportunidade para obtenção de dados.

Como recomendação editorial, organizações devem tratar anexos recebidos por e-mail como um ponto relevante de controle e investigar sinais de exploração de rede e tentativas de obtenção de credenciais. Essas medidas não comprovam nem atribuem novos incidentes; são precauções alinhadas aos vetores relatados no caso.

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Fontes consultadas