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Coherence capta US$ 45 milhões para implante voltado a tumores cerebrais

A Coherence desenvolve modelos de IA para interpretar sinais ligados a tumores cerebrais e planeja um ensaio clínico de longo prazo em pacientes com glioblastoma.

Responsável editorial: Marco Aurélio PaulaRevisão automatizada

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Ilustração de um cérebro translúcido com um implante e atividade luminosa roxa, acompanhada do texto: “Coherence capta US$ 45 milhões para implante voltado a tumores cerebrais.”

Rodada financia avanço clínico

A Coherence levantou US$ 45 milhões em uma rodada seed. A empresa planeja usar os recursos para lançar um ensaio clínico de implantação de longo prazo do dispositivo em pacientes com glioblastoma, um tipo agressivo de câncer cerebral.

Ian Hathaway, sócio do OpenAI Startup Fund, afirmou que o fundo apoia a Coherence. Ben Woodington, CEO e cofundador da companhia, disse que a OpenAI não terá acesso aos dados cerebrais ou de saúde gerados pela empresa.

IA para interpretar sinais associados a tumores

Sediada em San Francisco, a Coherence desenvolve modelos de IA para decodificar sinais elétricos sutis associados a tumores cerebrais. Segundo a empresa, ela já consegue detectar esses sinais em animais para identificar se o câncer está crescendo, diminuindo ou recorrendo.

O implante também foi projetado para emitir estimulação elétrica leve com o objetivo de interromper o crescimento dos tumores. A proposta é que, ao longo do tempo, o dispositivo aprenda a detectar sinais ligados ao câncer e forneça tratamento em tempo real.

Testes iniciais em pessoas

No verão, a Coherence testou brevemente a capacidade de gravação do implante no cérebro de três pessoas que já passavam por cirurgia de remoção de tumor no Royal Melbourne Hospital, na Austrália. O dispositivo permaneceu instalado por aproximadamente 30 minutos antes de ser removido, em uma checagem inicial de segurança.

A empresa agora testa as capacidades de gravação e estimulação do dispositivo em outros sete pacientes. Também pretende desenvolver implantes para tratar cânceres em outras partes do corpo.

Dados cerebrais e desenvolvimento de modelos

Woodington afirmou que há uma aproximação entre laboratórios de IA e empresas que desenvolvem interfaces cérebro-computador. Na avaliação dele, os dispositivos geram grandes volumes de dados, que podem ser analisados por modelos de IA para relacionar sinais neurais a ações ou funções.

Para gestores, o caso ilustra uma aplicação em que a IA está associada a pesquisa clínica, dispositivos médicos e tratamento de dados sensíveis. A fonte informa que não há previsão contratual ou operacional de compartilhamento dos dados da Coherence com a OpenAI.

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Fontes consultadas