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EUA barram novos robôs estrangeiros e elevam risco para expansão chinesa

A FCC incluiu robôs avançados produzidos no exterior em sua lista de restrições. A medida atinge novos modelos e pode limitar a estratégia internacional de empresas chinesas.

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EUA barram novos robôs estrangeiros e elevam risco para expansão chinesa

O que mudou nos Estados Unidos

A Federal Communications Commission (FCC) incluiu dispositivos robóticos avançados produzidos no exterior em sua Covered List. Com isso, novos modelos deixam de poder obter a autorização necessária para importação e comercialização nos Estados Unidos.

A restrição abrange novos robôs humanoides, quadrúpedes e uma ampla gama de máquinas móveis conectadas. A FCC citou vulnerabilidades de cadeia de suprimentos e riscos de cibersegurança. Modelos que já haviam recebido autorização permanecem inalterados por enquanto.

Fabricantes estrangeiros podem solicitar ao Pentágono uma isenção para dispositivos elegíveis, segundo o anúncio da FCC. O alcance prático dessas exceções não está detalhado na fonte disponível.

Exposição das empresas chinesas

A reportagem aponta que a medida atinge sobretudo fabricantes chineses, que têm presença relevante no mercado global. Dados da Counterpoint Research citados pelo SCMP indicam que companhias chinesas responderam por mais de 80% dos humanoides instalados globalmente no ano anterior.

Segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, empresas do país representaram quase 70% das vendas globais de robôs quadrúpedes no primeiro semestre e desenvolveram mais de 400 modelos de humanoides. Os dados aduaneiros citados indicam exportações chinesas de quase US$ 600 milhões em robôs industriais, de limpeza, cirúrgicos e biônicos em junho; cerca de 8% das remessas tiveram os EUA como destino.

A Unitree Robotics informou que mais de 40% de sua receita principal veio de mercados externos no ano anterior, totalizando 732 milhões de yuanes (US$ 108 milhões). A Geekplus registrou 839 milhões de yuanes em receita nos EUA, equivalente a cerca de 26,5% de suas vendas totais, segundo a reportagem.

Posicionamentos e incertezas

Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, criticou a ampliação do conceito de segurança nacional pelos EUA e afirmou que Pequim adotaria medidas para proteger direitos e interesses legítimos de empresas chinesas. Trata-se de um posicionamento oficial chinês, não de uma avaliação independente.

Soumen Mandal, analista principal da Counterpoint Research, afirmou que empresas americanas como Tesla, Figure e Boston Dynamics se beneficiam da notícia. Hunter Su, especialista em compliance da Shanghai Artificial Intelligence Technology Association, avaliou que a relocalização produtiva é tratada pelo governo americano como questão de segurança nacional.

Ainda não está claro o tamanho do impacto sobre o setor chinês. A reportagem ressalta que a maior parte das empresas não divulga vendas nos EUA separadamente. Também há dúvida sobre a elegibilidade de um novo humanoide desenvolvido pela Unitree em parceria com a Nvidia para autorização no mercado americano.

Leituras para empresas brasileiras

Como análise editorial, empresas brasileiras que compram robôs, integram automação ou avaliam fornecedores chineses devem revisar a dependência de modelos destinados ao mercado americano e verificar eventuais efeitos em cronogramas comerciais, suporte e disponibilidade de equipamentos. A restrição descrita se refere à importação e venda nos EUA; a fonte não apresenta mudança regulatória no Brasil.

Há uma oportunidade de reforçar processos de homologação técnica e cibersegurança para equipamentos conectados, especialmente quando fornecedores atuam em múltiplos mercados. Também é recomendável mapear alternativas de fornecimento e cláusulas contratuais para mudanças regulatórias.

Esta análise se baseia em uma única fonte, o SCMP Technology, sem confirmação independente. Antes de decisões empresariais, é recomendável acompanhar os atos da FCC, possíveis exceções pelo Pentágono e respostas de fabricantes e distribuidores.

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Fontes consultadas