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Falha WPSplinter expõe roteadores com chips Broadcom

Estudo apresentado por Quentin Kaiser aponta vulnerabilidade em roteadores com chips Broadcom que pode permitir acesso à rede sem senha ou pareamento via WPS.

Responsável editorial: Marco Aurélio PaulaRevisão automatizada

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Ilustração em tons de azul e roxo mostra um roteador com a carcaça aberta, componentes internos expostos e antenas; ao lado, o texto: “Falha WPSplinter expõe roteadores com chips Broadcom.”

Estudo descreve acesso sem senha do Wi-Fi

O pesquisador Quentin Kaiser apresentou em 16 de outubro, durante uma conferência em Paris, um estudo sobre a vulnerabilidade WPSplinter em roteadores com chips da Broadcom. A falha estaria presente desde 2010.

Segundo o estudo, um invasor não precisaria da senha da rede Wi-Fi nem do pareamento via WPS para explorar o problema: bastaria estar dentro do alcance da rede. Kaiser atribui a origem da vulnerabilidade ao código usado pela Broadcom em seus chips, e não ao recurso WPS disponível nos roteadores.

Correção de 2018 não teria alcançado todos os dispositivos

A Broadcom teria corrigido o problema em 2018, mas a atualização não chegou a todos os chips instalados em dispositivos já comercializados. Kaiser relatou que a companhia respondeu conhecer o problema desde então, quando alterou o código empregado no software da conexão WPS.

Na avaliação do pesquisador, a correção não foi suficiente. Ele afirmou que o erro não foi classificado como CVE porque seria considerado “obsoleto” e “fora da janela de suporte”.

Testes e alcance relatado

No Askey TCG3000, da operadora Orange na Bélgica, o estudo indicou ser possível descobrir a senha do Wi-Fi por meio da NVRAM. No Proximus BBOX3V+, oferecido pela Sagemcom, Kaiser relatou acesso à rede com um remote shell.

Kaiser disse ter usado inteligência artificial para localizar o bug em menos de uma semana. Segundo ele, cerca de 1,5 milhão de roteadores na Bélgica ainda teriam a vulnerabilidade. O estudo também cita exposição potencial em aparelhos de TP-Link, Nokia, ZTE, Netgear e Cisco, entre outros.

Ponto de atenção para gestores

Como medida editorial de gestão de risco, empresas podem manter inventário dos roteadores em uso, verificar versões de firmware e consultar fabricantes ou operadoras sobre atualizações aplicáveis aos equipamentos. Essas ações são recomendações editoriais; a fonte não informa quais fornecedores disponibilizaram novos ajustes para cada modelo.

Kaiser declarou não ter informações sobre como fabricantes e operadoras de internet vão tratar a situação.

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Fontes consultadas