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Falhas críticas no PHP ampliam risco para sites e exigem atualização

Duas vulnerabilidades críticas no PHP podem permitir execução de código em servidores. Versões corrigidas já foram lançadas, enquanto a ampla adoção da linguagem amplia o alcance do problema.

Responsável editorial: Marco Aurélio PaulaRevisão automatizada

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Ilustração futurista em tons de azul e roxo, com estruturas que lembram servidores e uma cidade tecnológica ao fundo. O texto diz: “Falhas críticas no PHP ampliam risco para sites e exigem atualização.”

Falhas afetam servidores PHP 5.4 ou posteriores

Duas vulnerabilidades zero-day no PHP são rastreadas como CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619. Segundo as informações publicadas, elas afetam servidores que executam PHP 5.4 ou versão posterior e podem permitir que um atacante execute código de sua escolha no servidor vulnerável.

As duas falhas receberam nota 9,2 de 10 em gravidade. A Cloudflare informou que detectou exploração das vulnerabilidades e que implementou regras de firewall de aplicações web às 3h02 UTC para proteção contra tráfego de ataque.

Os desenvolvedores do PHP disponibilizaram versões corrigidas: 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12. O Ubuntu também lançou pacotes PHP atualizados.

Alcance é ampliado pela presença do PHP na web

A W3Techs atribui ao PHP uso em 69,3% dos sites cuja linguagem de servidor é conhecida. A Censys identificou aproximadamente 2,58 milhões de hosts expostos à internet e 54,9 milhões de propriedades web executando PHP.

O PHP é usado por sistemas de publicação e aplicações web. O WordPress, que utiliza PHP, está presente em aproximadamente 39,6% dos sites da internet, segundo a W3Techs.

Rafael Silva, coordenador acadêmico da FIAP, associa a ampla adoção da linguagem ao baixo custo de desenvolvimento, à disponibilidade de hospedagem e ao crescimento de plataformas como o WordPress. Segundo ele, aplicações antigas podem acumular dependências e integrações que tornam a manutenção mais complexa.

Atualização e identificação de instalações

A recomendação publicada aos administradores é identificar instalações vulneráveis e aplicar as atualizações imediatamente. Quando isso não for possível, a orientação da Sophos é isolar os sistemas afetados da internet até que possam ser protegidos.

Don Smith, vice-presidente de Inteligência de Ameaças da Sophos CTU, afirmou que o desafio não se limita à instalação da correção: envolve identificar e gerenciar todas as instâncias em que o PHP está em execução. A linguagem pode estar presente em plataformas de hospedagem, sistemas de gerenciamento de conteúdo e produtos de terceiros.

Como recomendação editorial, gestores podem tratar o inventário de sistemas e versões como ponto de partida para organizar a resposta. Essa medida não substitui a aplicação das correções disponibilizadas para as versões afetadas.

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Fontes consultadas