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Google Cloud relata até 75% de redução de custo por agente com GKE

Testes da Google Cloud com GKE Agent Sandbox e recursos de suspensão apontam maior densidade de agentes em uma VM fixa, com diferentes compromissos entre custo e latência.

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Google Cloud relata até 75% de redução de custo por agente com GKE

Teste compara isolamento e densidade de agentes

A Google Cloud testou a quantidade máxima de agentes de IA em um único nó do Google Kubernetes Engine (GKE), usando uma instância fixa n2-standard-48 do Google Compute Engine e um perfil OpenClaw.

No cenário-base, cada agente foi executado em uma microVM, como contêineres Kata. Segundo a fonte, essa abordagem atingiu o limite de 61 agentes OpenClaw em um nó GKE padrão antes de quedas de confiabilidade e falhas recorrentes nas verificações de saúde das cargas.

Após migrar a mesma carga para o GKE Agent Sandbox, a fonte relata 88 agentes OpenClaw na mesma VM antes de falhas. Isso corresponde a um aumento de 44% na quantidade de agentes na capacidade fixa testada.

Sandbox usa gVisor e reduz sobrecarga

De acordo com a Google Cloud, o GKE Agent Sandbox utiliza o gVisor, um sandbox de contêiner seguro de código aberto. O gVisor emprega um kernel em espaço de usuário para interceptar e filtrar chamadas de sistema.

Nos testes citados, a migração de agentes do tipo OpenClaw para o GKE Agent Sandbox permitiu mais de 40% mais agentes por vCPU e redução superior a 30% no custo por agente, mantendo perfil de desempenho semelhante, segundo a fonte.

A Google Cloud também afirma que o uso do GKE Agent Sandbox cresceu mais de sete vezes em menos de quatro semanas após sua disponibilidade geral em maio.

Suspender agentes ociosos amplia a sobressubscrição

A fonte descreve o uso de snapshots de pods do GKE para congelar agentes ociosos em armazenamento persistente. Com isso, CPU e memória físicas são liberadas para o cluster. Quando chega um novo gatilho, um controlador Kubernetes leve ou gateway de eventos pode solicitar a retomada do agente; a Google Cloud informa que esse processo ocorre em milissegundos.

A estratégia permite sobressubscrever recursos físicos conforme o comportamento das cargas, mas a própria fonte ressalta que os requisitos de latência e os modelos de execução variam entre agentes. Por isso, a configuração precisa equilibrar economia e desempenho conforme cada caso de uso.

Duas configurações com resultados distintos

Para cargas que exigem desempenho garantido em picos súbitos, a Google Cloud cita o uso de pools pré-aquecidos do Agent Sandbox. Nessa configuração, informou ter executado 133 agentes OpenClaw no mesmo nó.

Em uma configuração voltada a custo, para cargas tolerantes a latência ou que podem ser escalonadas, a fonte relatou 274 agentes no mesmo nó — mais de três vezes o cenário-base — com tempo de inicialização inferior a cinco segundos.

Segundo a Google Cloud, a combinação de GKE Agent Sandbox com recursos de suspensão e retomada pode proporcionar até 3,5 vezes mais densidade de agentes e redução de até 75% no custo por agente em cargas com atividade intermitente. Esses percentuais são resultados e estimativas apresentados pela própria fornecedora no contexto dos testes descritos.

Ponto de atenção para gestores

Os resultados sugerem que a escolha de isolamento, retomada e pré-aquecimento deve acompanhar o perfil operacional dos agentes. Assistentes com exigência de resposta imediata, agentes interativos em segundo plano e rotinas agendadas podem demandar configurações diferentes.

Como os números foram obtidos em um ambiente, instância e perfil de agente específicos, gestores devem tratá-los como referência para avaliação técnica, e não como garantia de resultado para outras cargas ou arquiteturas.

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Fontes consultadas