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IA chinesa ainda depende da Nvidia no treinamento de modelos

A migração para chips locais esbarra na reescrita de código e em custos adicionais, segundo reportagem do South China Morning Post.

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IA chinesa ainda depende da Nvidia no treinamento de modelos

Nvidia segue presente no treinamento

Segundo fontes ouvidas pelo South China Morning Post, os modelos de inteligência artificial mais avançados da China ainda são treinados em chips da Nvidia. A reportagem relaciona essa permanência ao alto custo de trocar a infraestrutura por semicondutores locais.

A plataforma CUDA, da Nvidia, é descrita como padrão consolidado para desenvolvimento de IA. Já a CANN, alternativa da Huawei Technologies, demanda reescrita e otimização de grandes volumes de código, segundo um pesquisador envolvido no desenvolvimento de modelos.

Migração depende do modelo e do ecossistema

James Wang, desenvolvedor de modelos em um instituto de pesquisa ligado a uma universidade de Xangai, afirmou que seus fluxos de treinamento dependem de CUDA e que o código não roda diretamente nos chips Ascend, da Huawei. Para sua equipe, ele estimou que a migração poderia elevar tempo e custos em pelo menos 50%.

Um engenheiro baseado em Pequim disse que o prazo de transição varia conforme a abertura do modelo e a maturidade do ecossistema. Para modelos de código aberto, como os da DeepSeek e versões destiladas, o treinamento em Ascend poderia exigir de dois a três engenheiros e cerca de um mês adicional. Para um modelo cujos pesos, mas não o código-fonte, foram divulgados, a estimativa citada foi de cerca de dez engenheiros e mais de seis meses extras.

Adaptação de modelos e treinamento local

A reportagem afirma que DeepSeek-V4 e Kimi K3 foram adaptados para plataformas chinesas, como as da Huawei e da Alibaba Group Holding. DeepSeek e Moonshot não divulgaram quais chips de IA usaram no treinamento de seus modelos.

Também há casos de uso de chips locais no treinamento. Em junho, a Meituan lançou o LongCat-2.0, modelo de 1,6 trilhão de parâmetros que, segundo a empresa, foi integralmente treinado e executado em um cluster doméstico de 50 mil placas de computação. A Meituan não identificou o fornecedor desse cluster.

Implicações para empresas brasileiras

Como análise editorial, o relato reforça que a escolha de infraestrutura para IA envolve não apenas disponibilidade de chips, mas também compatibilidade de software, esforço de engenharia e custos de migração. Empresas brasileiras que operam ou avaliam parceiros no mercado chinês podem incluir esses fatores em avaliações técnicas e contratuais.

Esta pauta se baseia em uma única fonte, o South China Morning Post, e não constitui confirmação independente dos relatos atribuídos a fontes do setor. Antes de decisões empresariais, recomenda-se acompanhar divulgações das empresas envolvidas e informações técnicas verificáveis sobre treinamento, inferência e compatibilidade de plataformas.

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Fontes consultadas