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LG vai barrar apps que transformam smart TVs em proxies residenciais

A LG Electronics USA planeja suspender aplicativos de TVs inteligentes que roteiam tráfego de terceiros pela conexão do usuário. A medida expõe riscos para redes corporativas e consumidores.

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LG vai barrar apps que transformam smart TVs em proxies residenciais

O que a LG pretende bloquear

A LG Electronics USA informou que planeja suspender aplicativos desenvolvidos para suas smart TVs quando eles transformarem o televisor em um nó de proxy residencial sempre ativo. Nesse modelo, terceiros podem usar a conexão do aparelho para encaminhar tráfego pela rede do usuário.

A medida foi anunciada menos de um mês depois de pesquisadores identificarem que mais de 42% dos jogos e outros aplicativos disponíveis para download na loja webOS permitiam que terceiros desconhecidos roteassem seu tráfego pela televisão.

Por que o caso importa para empresas

Uma smart TV conectada à rede corporativa deixa de ser apenas um equipamento de exibição quando passa a encaminhar tráfego externo. Mesmo sem evidência, nas informações fornecidas, de um incidente específico contra uma empresa, esse comportamento amplia a superfície de exposição e dificulta a identificação da origem real das conexões.

O risco também envolve governança. Aplicativos instalados em salas de reunião, recepções ou ambientes de trabalho podem criar um caminho de tráfego que não foi previsto pela equipe de tecnologia. Isso torna mais importante separar dispositivos de entretenimento e equipamentos corporativos dos sistemas que armazenam ou processam dados críticos.

Recomendações práticas para gestores

As empresas devem manter um inventário de smart TVs e outros dispositivos conectados, identificar quais aplicativos estão instalados e revisar se algum deles oferece funções de proxy ou roteamento de tráfego. Aplicativos sem finalidade empresarial clara devem ser removidos ou bloqueados conforme a política interna.

Outra medida é colocar TVs e equipamentos semelhantes em uma rede segmentada, com acesso restrito e monitoramento de conexões. Também vale acompanhar atualizações da plataforma webOS e orientações do fabricante, além de definir quem pode instalar aplicativos e quais permissões são aceitáveis.

A iniciativa da LG é um sinal para que a segurança de dispositivos conectados seja tratada como parte da arquitetura de rede, e não apenas como uma questão de suporte a televisores. O controle preventivo reduz a dependência de descobrir comportamentos indesejados depois que o equipamento já está operando na rede.

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Fontes consultadas