Condenação após atuação em dois grupos
Artem Stryzhak, ucraniano de 36 anos, foi condenado a 70 meses de prisão após se declarar culpado, em dezembro de 2025, de duas acusações de conspiração relacionadas a fraude, extorsão e atividades ligadas a computadores.
A reportagem informa que ele foi afiliado do grupo Nefilim enquanto vivia em Barcelona, na Espanha. Em 2021, usou o ransomware contra organizações nos Estados Unidos, Canadá e Austrália. Depois, trabalhou com o grupo Hive entre outubro de 2021 e janeiro de 2023.
Stryzhak foi preso na Espanha em junho de 2024 e extraditado posteriormente.
Ataques afetaram hospitais, governos e empresas
Durante sua atuação com o Hive, Stryzhak ajudou o grupo a atacar hospitais, governos e empresas durante a pandemia de COVID-19. Promotores citaram um caso em que um hospital não conseguiu receber novos pacientes em razão de um ataque do grupo.
Segundo declaração de Brett Leatherman, diretor-assistente do FBI, os grupos causaram interrupções no atendimento de pacientes e mais de US$ 100 milhões em perdas. A reportagem também afirma que o Hive criptografou milhares de vítimas em 80 países e obteve milhões de dólares em pagamentos de resgate.
O FBI desarticulou o Hive após uma operação de meses, de acordo com a fonte.
Investigação segue sobre outro suspeito
Durante a atuação no Nefilim, Stryzhak pagava aos administradores do grupo uma taxa de 20% dos resgates extorquidos das vítimas. Entre eles estava Volodymyr Tymoshchuk, citado como co-conspirador indiciado.
Os promotores continuam procurando Tymoshchuk, que também é acusado de atuar como administrador dos grupos LockerGoga e MegaCortex. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos havia oferecido recompensa de US$ 11 milhões por informações sobre seu paradeiro e de US$ 15 milhões por informações sobre outros integrantes do Hive.
Ponto de atenção para gestores
O caso evidencia que ataques de ransomware podem afetar tanto operações empresariais quanto serviços essenciais. Para gestores, uma recomendação editorial é revisar planos de resposta a incidentes, procedimentos de continuidade e critérios para isolamento de sistemas em situações de ataque.
Essa revisão deve considerar cenários em que sistemas críticos fiquem indisponíveis, pois a reportagem relata um episódio em que um hospital deixou de aceitar pacientes durante um ataque atribuído ao Hive.

