Piloto conectou instituições bancárias
A Crypto Finance Group lançou um piloto de infraestrutura de pagamentos digitais no Google Cloud Universal Ledger (GCUL). Segundo a fonte, a iniciativa permitiu transferências instantâneas de conta a conta entre clientes de dois bancos suíços.
O piloto reuniu dois emissores de tokens digitais, um banco suíço de ativos digitais e um banco suíço de transações B2B. A Crypto Finance assumiu a função de “currency operator”, responsável por definir as regras de interação entre os bancos participantes, incluindo liquidação interbancária, integração aos trilhos de pagamento SIC e protocolos de AML e conformidade.
Liquidação diferida e integração técnica
Para o piloto, a Crypto Finance escolheu a liquidação diferida. Nesse modelo, os pagamentos são acumulados e compensados, com a liquidação da diferença líquida ocorrendo periodicamente. A fonte afirma que, dessa forma, os clientes realizam transferências instantâneas enquanto os bancos preservam liquidez para a liquidação periódica.
A integração de sistemas foi concluída em menos de três meses. A implementação separou os participantes em projetos dedicados no Google Cloud. A Crypto Finance conectou serviços de administração de funções, um registro de liquidação e um serviço de gerenciamento de chaves à API dedicada do GCUL.
Os bancos participantes conectaram seus sistemas bancários centrais às próprias instâncias de API do GCUL. A fonte também descreve a possibilidade de conexão aos nós do GCUL por Remote Procedure Call a partir de instalações locais existentes.
Requisitos de participação
Para aderir à rede da moeda franco suíço no GCUL, os participantes precisam de licenças regulatórias que permitam transferências para terceiros e emissão de moeda bancária comercial. Taxas, limites, prazos de liquidação e configurações técnicas são definidos pelo operador da moeda, conforme o conjunto de regras aplicável.
No piloto, os dois bancos participantes operaram com limites iniciais conservadores, definidos com base em suas classificações de crédito. A fonte relata que ainda houve etapas de retaguarda com intervenção manual.
Ponto de atenção para gestores
Para instituições que avaliam esse tipo de arquitetura, o caso reforça a necessidade de separar a velocidade percebida pelo cliente da forma de liquidação entre bancos. A definição de regras, limites de emissão, controles de acesso, gestão de chaves e requisitos regulatórios precisa integrar o desenho operacional desde o início.
O piloto foi voltado a transferências domésticas de moeda bancária comercial na Suíça. Portanto, seus resultados devem ser analisados dentro desse escopo específico, sem extrapolação automática para outras jurisdições ou modelos de pagamento.

