SpaceX prepara rede integrada ao Starlink
Após adquirir licenças de espectro da EchoStar, a SpaceX trabalha para criar uma rede móvel terrestre integrada ao Starlink. Documentos enviados pela empresa às autoridades canadenses apontam a intenção de usar um sistema de segunda geração de comunicação direta com smartphones baseado nos satélites Starlink V2.
A SpaceX comprou 65 MHz de espectro sem fio da EchoStar por cerca de US$ 19,6 bilhões, valor apresentado também como R$ 98 bilhões na fonte. A aquisição permite que a empresa construa infraestrutura terrestre de telefonia.
O objetivo declarado é combinar antenas em solo e a cobertura dos satélites Starlink para oferecer uma rede mais ampla, inclusive em regiões onde operadoras tradicionais enfrentam dificuldades de cobertura.
Compatibilidade de aparelhos é parte do plano
A expectativa mencionada é que, até 2027, celulares de fabricantes como Samsung, Apple e Google sejam compatíveis com as frequências utilizadas pela SpaceX sem necessidade de acessórios extras.
Segundo a fonte, a Samsung já estaria realizando testes de compatibilidade com a banda n252 NTN. Essa banda permitiria conexões nativas com a futura rede da SpaceX para chamadas, mensagens e acesso à internet. A formulação indica uma informação não confirmada diretamente pela Samsung no conteúdo analisado.
Disputa exigirá infraestrutura
A fonte aponta que a SpaceX poderá se tornar concorrente de AT&T, T-Mobile e Verizon nos Estados Unidos, mas ressalta o desafio de disputar mercado com empresas que investem há décadas em infraestrutura, espectro e expansão de redes.
Como possibilidade considerada pela indústria, a SpaceX poderia iniciar a operação como operadora móvel virtual, utilizando parte da infraestrutura de uma operadora existente enquanto amplia sua própria rede.

