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SpaceSail capta 7 bilhões de yuans e avança no mercado brasileiro

A chinesa SpaceSail concluiu rodada de cerca de 7 bilhões de yuans. Segundo o SCMP, a Anatel aprovou a empresa para oferecer serviços de comunicação por satélite no Brasil.

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Thinkout TI | SpaceSail capta 7 bilhões de yuans e avança no mercado brasileiro

Rodada amplia recursos da operadora chinesa

A SpaceSail, nome oficial Shanghai Spacecom Satellite Technology e operadora da constelação chinesa Qianfan, levantou cerca de 7 bilhões de yuans, equivalentes a US$ 1 bilhão, em uma rodada Série B, segundo o SCMP Technology. A conclusão da operação ocorreu na segunda-feira, conforme aviso publicado pela Shanghai United Assets and Equity Exchange.

Dezoito investidores participaram do negócio, entre eles a Shanghai Alliance Investment, descrita pela reportagem como investidora apoiada pelo Estado, e o fundo de venture capital CAS Star. O capital novo correspondeu a cerca de 13,94% de participação, levando a avaliação da companhia a aproximadamente 50 bilhões de yuans, de acordo com o aviso citado pelo SCMP.

Fundada em Xangai em 2018, a empresa desenvolve uma rede de satélites em órbita baixa projetada para concorrer com o projeto Starlink, de Elon Musk. A SpaceSail planeja, no futuro, implantar uma constelação global com mais de 14 mil satélites.

Escala atual e diferença para a Starlink

Segundo a Shanghai State-owned Assets Supervision and Administration Commission (Sasac), citada pela reportagem, a SpaceSail lançou 54 satélites em 2024 e chegou a 108 em 2025. Após sua mais recente implantação no início de julho, a empresa operava 238 satélites Qianfan.

O SCMP contrasta esses números com informações da Starlink: a empresa disse operar mais de 10 mil satélites e atender mais de 12 milhões de assinantes. A distância de escala permanece relevante, embora a nova captação forneça recursos para a expansão da SpaceSail.

Chang Liang, integrante do comitê da Innovation Academy for Microsatellites Chinese Academy of Sciences, classificou a rodada como um “evento marcante” para o setor espacial comercial chinês, em declaração reproduzida pelo Shanghai Securities News, veículo apoiado pelo Estado.

Brasil entra no escopo de serviços autorizado

A Anatel aprovou a SpaceSail para oferecer serviços de comunicações por satélite no Brasil, segundo informação atribuída pelo SCMP ao site da Sasac de Xangai. A reportagem também menciona que acordos semelhantes estavam sendo explorados na Malásia, na Tailândia e no Cazaquistão, com base em veículos locais, incluindo o Shanghai Securities News.

Para gestores brasileiros, a aprovação indicada na reportagem coloca a SpaceSail entre os agentes que podem oferecer serviços de comunicação por satélite no país. Isso não informa, porém, condições comerciais, cobertura, cronograma de operação, preços ou disponibilidade para clientes corporativos.

Como há somente uma fonte disponível — o SCMP Technology —, essa informação não constitui confirmação independente. Antes de decisões de contratação, parceria ou investimento, empresas devem acompanhar comunicações da Anatel e da SpaceSail e avaliar requisitos técnicos, comerciais e regulatórios aplicáveis.

Leitura editorial: pontos para monitorar

A captação e a autorização relatada no Brasil justificam monitoramento do mercado de conectividade por satélite por organizações com operações remotas ou necessidade de alternativas de comunicação. Essa é uma recomendação editorial, não uma conclusão sobre desempenho, cobertura ou adequação da SpaceSail a casos específicos.

A validação de serviço deve incluir evidências atualizadas de oferta efetiva, capacidade disponível, termos contratuais, compatibilidade técnica e obrigações regulatórias. Esses critérios são especialmente importantes porque a fonte disponível descreve a aprovação regulatória, mas não detalha a operação comercial brasileira da empresa.

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Fontes consultadas