Dois temas que passam a exigir atenção executiva
A Anatel publicou um conteúdo sobre telecomunicações sustentáveis, sinalizando a relevância do tema para o setor e para as organizações que dependem de conectividade. Em paralelo, a Glow saiu do modo stealth com uma avaliação de US$ 1,2 bilhão para atuar no mercado de segurança de endpoints diante da expansão de agentes de IA e ferramentas de desenvolvimento nas empresas.
Embora tratem de frentes diferentes, os dois movimentos apontam para uma mesma necessidade: revisar a infraestrutura tecnológica considerando não apenas desempenho e custo, mas também impactos ambientais, exposição a riscos e capacidade de governança.
A nova superfície de risco criada pela IA
A adoção rápida de agentes de IA e ferramentas de desenvolvimento dentro das empresas está criando uma nova classe de riscos nos endpoints, segundo a descrição da Glow. Computadores e dispositivos usados por equipes técnicas deixam de ser apenas pontos de acesso tradicionais e passam a participar de fluxos de automação, criação de software e operação de agentes.
Para os gestores, isso significa que políticas de segurança desenhadas antes da popularização desses recursos podem não cobrir todos os cenários atuais. O ponto central não é bloquear a inovação, mas entender quais ferramentas estão em uso, que permissões recebem e como suas atividades podem ser acompanhadas.
Sustentabilidade também é uma decisão de infraestrutura
O destaque dado pela Anatel às telecomunicações sustentáveis reforça que a conectividade deve ser analisada sob uma perspectiva mais ampla. Empresas podem incorporar esse tema às decisões de contratação, renovação e expansão de serviços, avaliando como suas escolhas de telecomunicações se relacionam com objetivos ambientais e de eficiência operacional.
Como o material citado não detalha medidas específicas, a recomendação é usá-lo como ponto de partida para uma avaliação interna: mapear dependências de conectividade, identificar oportunidades de eficiência e incluir critérios de sustentabilidade nas conversas com fornecedores.
O que os gestores podem fazer agora
Na segurança, o primeiro passo é criar um inventário de agentes de IA, ferramentas de desenvolvimento e integrações utilizadas nos endpoints corporativos. Em seguida, vale revisar privilégios de acesso, registrar atividades relevantes e definir responsáveis por aprovar novos usos. Essas medidas ajudam a tornar visíveis riscos que podem surgir quando ferramentas são adotadas rapidamente pelas equipes.
Na infraestrutura, empresas podem incluir requisitos de sustentabilidade em processos de compras e renovações contratuais, além de acompanhar as orientações e conteúdos disponibilizados por órgãos do setor. A combinação de inventário, critérios objetivos e revisão periódica reduz a distância entre a estratégia corporativa e a evolução tecnológica.
A principal mensagem para a liderança é tratar IA, segurança e telecomunicações como temas conectados. A expansão de novas ferramentas pode aumentar a produtividade, mas também exige controles compatíveis; da mesma forma, decisões de conectividade precisam considerar eficiência e sustentabilidade desde o planejamento.

